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Petra, na Jordânia: o que ver e como é a visita

Quem foram os nabateus, o caminho pelo Siq até o Tesouro, a subida ao Mosteiro e o que levar para a caminhada, com o dia de Petra na viagem de 2027.

A fachada do Tesouro (Al-Khazneh), em Petra, esculpida na rocha rosada do cânion.

Petra é uma cidade inteira escavada em paredões de arenito rosado, no sul da Jordânia. Há mais de dois mil anos, era a capital dos nabateus. Passou séculos esquecida pelo Ocidente e hoje é a principal atração turística do país. Está na lista de Patrimônio Mundial da Unesco desde 1985, e em 2007 uma votação internacional a escolheu como uma das sete novas maravilhas do mundo.

A visita é, antes de tudo, uma caminhada, e é com ela que termina a viagem Egito e Israel 2027 da Leão.

Quem foram os nabateus

Os nabateus eram um povo árabe que enriqueceu com o controle das rotas de caravanas que levavam incenso, mirra e especiarias da Arábia ao Mediterrâneo. Petra, escondida entre montanhas, era ponto de parada e de cobrança dessas caravanas. Um sistema de canais, barragens e cisternas escavados na rocha trazia e guardava a água que mantinha uma cidade grande no meio do deserto.

O auge foi entre o século 1 a.C. e o século 1 d.C. Em 106, o Império Romano anexou Petra, e um terremoto em 363 destruiu boa parte das construções. Por séculos, só os beduínos da região conheciam o lugar, até que o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt o apresentou ao Ocidente em 1812.

O que sobrou são sobretudo túmulos e templos esculpidos na rocha; as casas, de pedra empilhada, quase não resistiram. Os nabateus deixaram também Hegra, em Al Ula, na Arábia Saudita, com túmulos do mesmo estilo, que a viagem Arábia Saudita 2027 visita.

O caminho até o Tesouro: o Siq

Do centro de visitantes, junto à cidade de Wadi Musa, uma trilha de terra desce até a entrada do Siq, passando pelos primeiros túmulos e por grandes blocos de pedra esculpidos. O Siq é um desfiladeiro estreito de cerca de 1,2 km, aberto por uma fratura na rocha e alargado depois pela água. Os paredões chegam a dezenas de metros de altura, e em alguns trechos o corredor se estreita a poucos metros. Nas laterais ainda se veem os canais nabateus que levavam água à cidade e pedaços do calçamento antigo.

O Tesouro (Al-Khazneh)

No fim do Siq, a fenda se abre diante do Tesouro, a fachada mais conhecida de Petra, com cerca de 40 metros de altura, esculpida de cima para baixo na rocha. Tudo indica que foi o túmulo de um rei nabateu, no século 1 d.C. O nome vem de uma lenda beduína: haveria um tesouro escondido na urna no alto da fachada, que ainda tem as marcas dos tiros disparados para quebrá-la. Muita gente reconhece a fachada de Indiana Jones e a Última Cruzada, filme de 1989.

Depois do Tesouro

A Rua das Fachadas, o Teatro e os Túmulos Reais

O vale se alarga, e a trilha segue pela Rua das Fachadas, com dezenas de túmulos escavados lado a lado, até o Teatro, também talhado na rocha. Numa encosta próxima ficam os Túmulos Reais, entre eles o Túmulo da Urna e o Túmulo da Seda, que tem veios coloridos na pedra. Mais adiante, a rua colunada romana leva ao Grande Templo e ao Qasr al-Bint, um dos poucos edifícios construídos, e não escavados, que continuam de pé.

O Mosteiro (Ad Deir)

O Mosteiro é maior que o Tesouro e fica no alto da montanha, ao fim de uma trilha de cerca de 800 degraus de pedra que começa perto do Qasr al-Bint. A subida é puxada e, no calor, pede tempo e água. Lá em cima, além da fachada, há mirantes sobre os vales em volta. O nome vem das cruzes gravadas no interior, de quando o lugar teria servido de capela, já na era cristã.

O Mosteiro (Ad Deir), em Petra, iluminado pelo sol do fim de tarde, com as montanhas da Jordânia ao fundo.

Dicas para a caminhada

Petra cansa mais do que parece. Do centro de visitantes ao Tesouro são cerca de 2 km, quase todos em leve descida, o que quer dizer subida na volta. Quem vai até o Mosteiro e volta anda perto de 10 km, contando os degraus.

O mais importante é o calçado, fechado e com boa sola, porque o chão alterna areia, cascalho e pedra lisa. Fora do Siq há pouca sombra, e em maio o sol do meio do dia é forte. Água e protetor solar vão na mochila. Chapéu, o kit de viagem da Leão já inclui.

Pelo caminho, beduínos oferecem passeios de cavalo, charrete, camelo ou burro e vendem água, chá e artesanato. Começar cedo ajuda a pegar as horas mais frescas e o Siq ainda vazio.

Em algumas noites da semana, o Petra by Night ilumina o Siq e o Tesouro com velas. Não faz parte do roteiro da Leão.

O Monte Nebo, no caminho

Entre Jerusalém e Petra, a viagem passa pelo Monte Nebo, de onde, segundo o Deuteronômio, Moisés viu a Terra Prometida antes de morrer. No alto, um santuário franciscano guarda mosaicos bizantinos. Em dias claros, o mirante alcança o Vale do Jordão e o Mar Morto.

O dia de Petra na viagem Egito e Israel 2027

Na viagem Egito e Israel 2027 da Leão, de 11 a 24 de maio de 2027, Petra vem por último. Antes dela, o grupo passa por Dubai, pelo Cairo, por Luxor e pelo Sinai e, já na Terra Santa, pelo Mar Morto, pela Galileia e por dois dias em Jerusalém, sempre com um Tour Condutor que fala português e inglês. O fim da viagem fica assim:

  • 22 de maio: deslocamento para a fronteira e passagem pelo Monte Nebo, de onde Moisés viu a Terra Prometida. Pernoite em Petra.
  • 23 de maio: visita a Petra. Depois, almoço e ida ao aeroporto para o voo de volta ao Brasil, às 22h30, com pernoite no avião.
  • 24 de maio: chegada ao Brasil e volta às cidades de origem.

O roteiro não detalha o percurso dentro do sítio. Os ingressos das visitas previstas estão incluídos. Já o visto de entrada na Jordânia aparece na lista do que não está incluído.

Fale com a Leão

O WhatsApp abre com uma mensagem que já diz qual é a viagem: Egito e Israel 2027. Atendemos de segunda a sexta, das 9h às 18h.