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Arábia Saudita: o que ver em Al Ula, Riade, Jeddah e Medina

Hegra e a Pedra do Elefante em Al Ula, Riade, Al Balad em Jeddah e Medina vista por fora, com o que vestir e as paradas da viagem no Golfo.

A Pedra do Elefante, em Al Ula, um rochedo de arenito em forma de elefante no meio do deserto.

Até 2019, a Arábia Saudita não emitia visto de turismo. Estrangeiros entravam no país a trabalho, a negócios ou em peregrinação. Para a maioria dos brasileiros, o destino ainda é novo.

Este guia passa por quatro lugares: o deserto de Al Ula, a capital Riade, o centro histórico de Jeddah e Medina, que quem não é muçulmano vê por fora. A viagem Arábia Saudita 2027 da Leão passa por todos eles, depois de uma volta pelo Golfo.

Al Ula: Hegra e a Pedra do Elefante

Al Ula, também escrita AlUla, é um vale de oásis entre paredões de arenito, no noroeste do país. O vale ficava na rota do incenso, o caminho das caravanas que levavam incenso e especiarias do sul da Arábia até o Mediterrâneo. Foi sede de reinos antigos antes de passar ao domínio dos nabateus.

Hegra

Hegra, também chamada de Al-Hijr ou Mada'in Salih, é o maior sítio nabateu preservado ao sul de Petra, a capital desse povo, na Jordânia. Quem já leu sobre Petra reconhece o estilo: fachadas esculpidas direto na rocha, com degraus no alto e uma porta no meio. Em Hegra são mais de cem túmulos monumentais, do século 1 a.C. ao século 1 d.C., espalhados por afloramentos de arenito no meio da areia. Muitos têm acima da porta uma inscrição com o nome do dono. O mais fotografado é o Qasr al-Farid, o "castelo solitário", escavado sozinho num rochedo isolado e com a parte de baixo inacabada.

Em 2008, Hegra se tornou o primeiro Patrimônio Mundial da Unesco na Arábia Saudita. A visita costuma ser guiada e de veículo, com paradas nos principais grupos de túmulos.

Túmulo nabateu escavado na rocha em Hegra, Al Ula, com a fachada em degraus esculpida num paredão de arenito.

Pedra do Elefante

A Pedra do Elefante, ou Jabal AlFil, é um rochedo de arenito que o vento e a erosão deixaram com a forma de um elefante, de tromba encostada no chão. Fica num vale aberto, fora da cidade. Recebe mais visitas no fim da tarde, quando a pedra fica alaranjada. Ao amanhecer, saem passeios de balão sobre o vale.

Riade

Riade é a capital e a maior cidade do país, no planalto do centro da península. A cidade antiga era de barro. A de hoje tem avenidas largas e arranha-céus, e o mais conhecido deles é o Kingdom Centre, com uma ponte de observação entre as duas pontas do alto da torre. As torres mais novas ficam ao norte, no distrito financeiro King Abdullah.

A parte histórica está no Forte Masmak, de barro, no centro antigo, e em Diriyah, nos arredores, de onde saiu a dinastia saudita. O bairro de At-Turaif, em Diriyah, é Patrimônio Mundial. Nenhum dos dois está no roteiro da Leão.

Jeddah e Al Balad

Jeddah é a segunda maior cidade do país e, há séculos, o porto do Mar Vermelho por onde chegavam os peregrinos a caminho de Meca. Al Balad, "a cidade" em árabe, é o centro histórico, Patrimônio Mundial desde 2014. As casas, algumas de vários andares, foram erguidas com blocos de pedra de coral tirados do mar. Nas fachadas ficam grandes sacadas fechadas de madeira trabalhada, os rawashin, que deixam o ar circular e protegem a privacidade de quem está dentro.

Os souks correm entre as casas. O Souk Al Alawi, um dos mais antigos de Al Balad, é uma sequência de vielas de especiarias, perfumes, tâmaras e tecidos. Na Corniche, à beira-mar, há calçadão e, na água, uma das fontes mais altas do mundo.

Casarões de Al Balad, o centro histórico de Jeddah, com suas sacadas de madeira trabalhada.

Medina, vista por fora

Medina é a segunda cidade mais sagrada do islã. O profeta Maomé se mudou para lá em 622, ano em que começa o calendário islâmico, e está sepultado na Mesquita do Profeta. De fora, o que mais chama atenção são os guarda-sóis gigantes da esplanada, que se abrem de dia para fazer sombra aos fiéis e se fecham à noite.

A Mesquita do Profeta é reservada aos muçulmanos. Visitantes de outras religiões podem estar na cidade, mas veem a mesquita por fora. Meca, a cidade mais sagrada do islã, é fechada a não muçulmanos e não faz parte do roteiro. Em Medina, a roupa deve ser discreta e a voz, baixa. Perto de quem está rezando, a câmera fica guardada.

Roupas e comportamento

A regra geral, nos cinco países, é a roupa discreta, para homens e mulheres: ombros e joelhos cobertos e peças largas em vez de justas. Para as mulheres, vale ter sempre um lenço na bolsa. A Grande Mesquita Sheikh Zayed, em Abu Dhabi, é aberta a visitantes de todas as religiões. Lá, as mulheres cobrem o cabelo e todos usam roupa longa e folgada.

Alguns cuidados valem para a viagem inteira. Nada de demonstrações de afeto em público. Antes de fotografar alguém, principalmente mulheres, peça licença, e não fotografe prédios do governo. Sexta-feira é o dia sagrado da semana, com a oração do meio-dia.

Em abril, o calor já é forte de dia em quase toda a região. Algodão e linho, cobrindo o corpo, ajudam mais do que bermuda. No deserto de Al Ula, as noites são mais frescas.

As paradas no Golfo

Antes da Arábia Saudita, a viagem passa por quatro países do Golfo.

Dubai e Abu Dhabi

Em Dubai, o tour panorâmico passa pela Marina, e o roteiro prevê o Museu do Futuro (opcional) ou a subida a um dos prédios, Burj Khalifa ou Palm Dubai. Os detalhes estão no post sobre o que fazer em Dubai. Em Abu Dhabi, a capital dos Emirados, a visita é à Grande Mesquita Sheikh Zayed. À tarde, de volta a Dubai, tem jeep raide com jantar no deserto de Al Ain.

Mascate, em Omã

Mascate é uma capital de prédios baixos, entre as montanhas e o mar. Na beira do porto, o Souk Mutrah é um labirinto de lojas de incenso, prata e tecidos. O Palácio Al Alam, residência cerimonial do sultão, fica entre dois fortes construídos pelos portugueses, que controlaram a cidade de 1507 a 1650.

Bahrein e Kuwait

O Bahrein é um arquipélago, e o nome quer dizer "dois mares" em árabe. Ali, a viagem tem um passeio de barco até a Ilha de Jaradah. Kuwait City, última parada antes de Riade, tem como símbolo as Torres do Kuwait, na beira do golfo.

A Arábia Saudita na viagem da Leão

A viagem Arábia Saudita 2027 vai de 14 a 29 de abril de 2027 e passa por cinco países em 16 dias. Depois de Dubai, Abu Dhabi, Mascate (a 420 km de Dubai, por estrada), Bahrein e Kuwait City, vem a parte saudita:

  • 23/04: à tarde, voo de 1 hora do Kuwait para Riade.
  • 24/04: em Riade, pela manhã, subida a um dos arranha-céus da cidade e tour pelo centro financeiro. Depois, tempo para compras.
  • 25/04: voo para Jeddah, tour panorâmico pela Corniche e pelo Souk Al Alawi, e tempo para compras no Red Sea Mall no fim da tarde.
  • 26/04: trem-bala para Medina, com 2 horas de viagem, e visita por fora à grande mesquita, com seus guarda-sóis. Depois do almoço, o grupo segue para Al Ula.
  • 27/04: em Al Ula, passeio de balão opcional pela manhã (com reserva antecipada) e visita à Pedra do Elefante e a Hegra.
  • 28/04: retorno a Medina para o voo a Dubai e, de lá, ao Brasil, com chegada no dia 29/04.

Um Tour Condutor que fala português acompanha o grupo do começo ao fim. Passaporte e vistos não estão incluídos e aparecem na lista da página da viagem.

A Leão, operadora de Joinville, monta e acompanha as próprias viagens em grupo desde 1989. Em abril de 2026, um grupo dela fez a viagem Marrocos, Tunísia, Jordânia e Arábia Saudita.

Grupo da Leão Viagens à beira de uma estrada no deserto, entre formações de arenito, com a bandeira amarela da Leão.
Marrocos, Tunísia, Jordânia e Arábia Saudita, abril de 2026

Empresas e cooperativas podem pedir o mesmo roteiro como grupo exclusivo, só com o seu pessoal.

Fale com a Leão

O WhatsApp abre com uma mensagem que já diz qual é a viagem: Arábia Saudita 2027. Atendemos de segunda a sexta, das 9h às 18h.