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Cataratas Victoria: como é a visita e o que levar em junho
Entre o Zimbábue e a Zâmbia, as Cataratas Victoria se veem dos dois lados. Em junho há muita névoa: o que vestir e os dias da viagem África 2027.

As Cataratas Victoria ficam no Rio Zambeze, na fronteira entre o Zimbábue e a Zâmbia, no sul da África. O rio chega ali com cerca de 1,7 km de largura e despenca de uma vez numa fenda de mais de 100 metros de profundidade. Existem quedas mais altas e existem quedas mais largas. Somando as duas medidas, porém, Victoria costuma ser apontada como a maior cortina de água em queda do planeta.
Quem conhece Foz do Iguaçu nota logo a diferença. Iguaçu são cerca de 275 quedas espalhadas por quase três quilômetros de rio e ilhas. Victoria é uma frente só, e o visitante fica do outro lado de um desfiladeiro estreito, com a parede de água bem à frente. A viagem África 2027 da Leão passa dois dias ali, em junho.
Mosi-oa-Tunya, a fumaça que troveja
Antes de ganhar o nome de uma rainha, as cataratas já tinham um: Mosi-oa-Tunya, "a fumaça que troveja", na língua local. O nome descreve o que se percebe primeiro, ainda de longe. Uma coluna de névoa sobe acima da mata, e o ronco da água chega antes da vista.
O escocês David Livingstone foi o primeiro europeu a registrá-las, em 1855, e deu a elas o nome da rainha Vitória. As cidades das duas margens ficaram com os nomes dos dois: Victoria Falls, do lado do Zimbábue, e Livingstone, do lado da Zâmbia. Desde 1989 as cataratas são Patrimônio Mundial da Unesco, inscritas com o nome antigo e o novo e compartilhadas pelos dois países. Um pouco abaixo da queda, a ponte de Victoria Falls, de 1905, cruza o desfiladeiro de uma fronteira à outra.
Depois da queda, o Zambeze segue por uma sequência de gargantas em zigue-zague. Cada uma delas já foi o lugar das cataratas. Em milhares de anos, a água foi cortando a rocha e a queda recuou rio acima.
O lado do Zimbábue e o lado da Zâmbia
A visita é uma caminhada pela borda do desfiladeiro, do lado oposto à queda, de mirante em mirante. Do lado do Zimbábue se vê a maior parte da frente das cataratas. A trilha começa perto da Devil's Cataract, a ponta oeste, onde há uma estátua de Livingstone, e passa pelas Main Falls, pela Horseshoe Falls e pela Rainbow Falls até Danger Point, já de frente para a ponte. No caminho, a névoa mantém uma pequena floresta úmida, verde mesmo no inverno seco, cercada de savana.
Do lado da Zâmbia, fica-se mais perto da Eastern Cataract, o trecho leste. Ali estão a Knife-Edge Bridge, passarela estreita sobre a garganta e quase sempre dentro da névoa, e uma trilha que desce até o Boiling Pot, o redemoinho onde o rio sai da primeira garganta. A Devil's Pool, a piscina natural na beira da queda que aparece em tantas fotos, só abre com o rio baixo, na segunda metade do ano. Em junho, não dá.
Para passar de um lado ao outro, cruza-se a fronteira pela ponte, com saída por um posto e entrada pelo outro.

A névoa e o nível da água ao longo do ano
Na bacia do alto Zambeze, as chuvas caem em geral de novembro a março. A cheia leva semanas para descer o rio e chega às cataratas atrasada. O volume costuma ser maior entre março e maio e baixa aos poucos até o fim do ano, quando trechos do lado da Zâmbia ficam quase secos, com a rocha à mostra.
Junho vem logo depois do pico. Ainda há muita água e a névoa é densa: em alguns mirantes, por alguns segundos, só se vê branco, até o vento virar. Quem passa por ali se molha, com água vindo de baixo e de lado. Com sol, o arco-íris sobre o desfiladeiro aparece em boa parte do dia. É a época de ver as cataratas com mais força, mesmo que algumas vistas fiquem encobertas. Nos meses de água baixa é o inverso: vista limpa, queda mais fraca.
Junho também é inverno no sul da África, a estação seca. Os dias costumam ser de sol e temperatura agradável, e as manhãs, frescas.
O que vestir e levar
- Capa de chuva ou poncho. Guarda-chuva ajuda pouco, porque a água vem de todos os lados.
- Roupa leve, que seque rápido. Calça jeans encharcada numa manhã fresca incomoda o resto do dia.
- Calçado fechado com sola que não escorregue, ou sandália de trilha bem presa ao pé. As trilhas de pedra ficam molhadas.
- Saco estanque ou capa para celular e câmera, e um pano para limpar a lente.
- Uma blusa seca na mochila, para trocar depois.
- Protetor solar e chapéu para os trechos mais secos da trilha. O chapéu do kit de viagem da Leão serve.
Outros passeios na região
Rio acima, antes da queda, o Zambeze é largo e calmo, cheio de ilhas. É dali que saem os passeios de barco ao pôr do sol, e é comum ver hipopótamos e crocodilos nas margens, às vezes elefantes. No roteiro da Leão, esse passeio é opcional.
A cidade de Victoria Falls também é base para voos de helicóptero sobre as quedas e para bungee jump na ponte. O rafting nas gargantas se pratica mais com o rio baixo. Nenhuma dessas atividades está no roteiro. Já o Parque Nacional de Chobe, em Botsuana, a 100 km dali, está.
As Cataratas Victoria na viagem África 2027
A viagem África 2027 vai de 15 a 28 de junho de 2027. Depois de dois dias na Cidade do Cabo, o grupo dedica outros dois às cataratas, com pernoite na cidade de Victoria Falls, no Zimbábue:
- 18/06: voo para Victoria Falls. À tarde, passeio de barco para ver o pôr do sol no Rio Zambeze, opcional e não incluso. Pernoite em Victoria Falls.
- 19/06: pela manhã, visita às Cataratas Victoria, incluída no pacote. À tarde, tour à Zâmbia com jantar e show de danças folclóricas de diferentes regiões do país, opcional e não incluso. Retorno ao hotel em Victoria Falls.
- 20/06: viagem por terra até o Parque Nacional de Chobe, em Botsuana, a 100 km, com pernoite em Kasane.
No dia 22/06 o grupo volta a Victoria Falls para o voo a Nairobi, com conexão em Joanesburgo, e segue para o Masai Mara, no Quênia. Do embarque no Brasil até a volta, um Tour Condutor que fala português e inglês acompanha a viagem. A página da viagem tem o roteiro completo, dia a dia, e a lista do que não está incluído, onde entram passaporte e vistos.
A Leão, operadora de Joinville, monta e acompanha as próprias viagens em grupo desde 1989. Em maio e junho de 2026, um grupo da Leão fez a viagem África do Sul, Zimbábue, Zâmbia e Quênia.

Se uma empresa ou cooperativa quiser fazer esse roteiro só com o seu pessoal, pode pedir um grupo exclusivo.

