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Safári na África: como funciona e o que ver no Chobe e no Masai Mara

Como funciona um game drive e o que se vê no Chobe, em Botsuana, e no Masai Mara, no Quênia, onde a viagem África 2027 tem um dia de safári em cada um.

Viajantes num barco de safári observam elefantes, entre eles um filhote, na margem de um rio, sob a luz dourada da tarde.

Safári, hoje, quer dizer sair com um guia num veículo aberto ou de teto elevado, por estradas de terra dentro de um parque ou reserva, para ver animais selvagens onde eles vivem. A palavra vem do suaíli, falado no Quênia e na Tanzânia, e significa "viagem".

Dois dos lugares mais conhecidos para isso são o Parque Nacional de Chobe, em Botsuana, e a Reserva Nacional do Masai Mara, no Quênia. São bem diferentes. O Chobe gira em torno de um rio e de manadas enormes de elefantes. O Masai Mara é savana aberta, com capim até o horizonte e os grandes felinos. A viagem África 2027 da Leão tem um dia de safári em cada um.

Como funciona um game drive

Game drive é o passeio de safári em veículo. As saídas mais comuns são cedo, perto do nascer do sol, e no fim da tarde, quando os animais estão mais ativos. No calor do meio do dia, a maioria deles descansa na sombra. Os visitantes também, com almoço e pausa no hotel ou no lodge.

No Quênia, o veículo costuma ser uma van ou um 4x4 com teto que se levanta, para todos ficarem de pé e fotografarem por cima. Em Botsuana são comuns os jipes abertos nas laterais, com bancos em degraus. Quem dirige é o guia. Ele lê pegadas, presta atenção no alarme dos antílopes e nos abutres no céu e troca informações pelo rádio com outros guias.

Não existe roteiro fixo: o carro vai aonde os animais estão. Há dias em que um leão aparece nos primeiros minutos e dias de duas horas só de antílopes e zebras. As regras são simples. Fica-se dentro do veículo, sem se debruçar para fora perto dos animais, e não se dá comida a eles nem se joga nada do carro. E fala-se baixo, com o som do celular desligado.

Nos parques com rio também há safári de barco. O barco anda devagar rente às margens, e os animais aparecem na altura da água: elefantes atravessando, hipopótamos, crocodilos tomando sol, muitas aves.

O que se vê no Chobe

O Chobe fica no norte de Botsuana. Kasane, a cidade na entrada do parque, está perto do ponto onde Botsuana, Zâmbia, Zimbábue e Namíbia quase se encontram, a cerca de 100 km das Cataratas Victoria. A parte mais visitada do parque é a margem do Rio Chobe, que separa Botsuana da Namíbia.

Botsuana tem a maior população de elefantes da África, e o Chobe é um dos melhores lugares para vê-los. Na estação seca, mais ou menos de maio a outubro, as poças do interior secam e as manadas descem ao rio à tarde para beber, se banhar e atravessar. Junho está dentro desse período.

Búfalos em grupo, hipopótamos, crocodilos, girafas, zebras, impalas e kudus também são comuns. Leões e leopardos vivem no parque, mas vê-los depende de sorte. Entre as muitas aves está a águia-pescadora-africana.

No Chobe, os safáris de barco saem de Kasane e são tão tradicionais quanto os game drives por terra.

Grupo de hipopótamos atravessando um rio, diante do capim dourado e da mata na margem.

O que se vê no Masai Mara

No sudoeste do Quênia, a Reserva Nacional do Masai Mara encosta na fronteira com a Tanzânia e continua do outro lado como o Parque Nacional do Serengeti. O nome junta o povo masai, que vive na região, e o Rio Mara, que corta a reserva. É campo aberto, com acácias espalhadas e mata na beira dos rios.

O Mara é conhecido pelos felinos. Leões vivem ali em bandos, os guepardos caçam na planície aberta e os leopardos ficam nas árvores perto da água. Também aparecem elefantes, búfalos, girafas, zebras, gnus, topis, hienas e, no Rio Mara, hipopótamos e crocodilos.

Os masai são um povo de pastores, conhecidos pelos tecidos vermelhos e pelas joias de miçangas, e várias aldeias perto da reserva recebem visitantes. O voo de balão ao amanhecer, com café da manhã na savana depois do pouso, é outro passeio clássico do Mara.

A Grande Migração

Mais de um milhão de gnus, com zebras e gazelas, se deslocam entre o Serengeti e o Masai Mara atrás do capim que cresce depois das chuvas. É a Grande Migração. As manadas costumam chegar ao Mara na segunda metade do ano, e as travessias do Rio Mara são a cena mais famosa, mas o calendário muda de um ano para outro, conforme a chuva. A viagem da Leão é em junho e não conta com a migração. Nessa época, o safári no Mara é pelos animais que vivem na reserva o ano todo.

Leão de juba escura caminhando pelo capim dourado do Masai Mara ao entardecer.

Os Big Five

Big Five são cinco animais: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte. O nome vem dos caçadores do passado, que os consideravam os mais perigosos de enfrentar a pé. Tamanho não entra na conta, tanto que hipopótamo e girafa, maiores que vários deles, ficaram de fora.

Elefantes e búfalos são comuns nos dois parques. Leões também, mas encontrá-los depende do dia e do guia. O leopardo é o mais difícil de ver, e rinocerontes são raros no Masai Mara e no Chobe. Nenhum safári garante animais. Ver os cinco numa só viagem é sorte.

O que vestir e levar no safári

  • Roupas em cores neutras: cáqui, bege, verde-oliva, marrom. Branco suja com a poeira, e azul-escuro e preto atraem a mosca tsé-tsé em algumas regiões. Evite estampa camuflada, de uso militar em vários países da região.
  • Camadas. Junho é inverno no sul da África, e as saídas de madrugada num veículo aberto são frias. No Masai Mara, que fica num planalto, as manhãs também são frescas. Leve fleece ou corta-vento, para tirar quando o sol esquentar.
  • Chapéu (o do kit de viagem da Leão serve), óculos de sol, protetor solar e repelente.
  • Binóculo, de preferência um por pessoa.
  • Câmera com zoom ou celular com boa lente, bateria extra, carregador portátil e cartão de memória com espaço.
  • Lenço ou bandana para a poeira, e lenços umedecidos.
  • Calçado fechado e confortável.

Os dois safáris da viagem África 2027

A viagem África 2027, de 15 a 28 de junho de 2027, tem um dia de safári incluído em cada parque: no Chobe, em Botsuana, e no Masai Mara, no Quênia. Do Chobe ao Mara, os dias ficam assim:

  • 20/06: viagem por terra de Victoria Falls até o Parque Nacional de Chobe, a 100 km. Pernoite em Kasane.
  • 21/06: pela manhã, safári no Parque Nacional de Chobe, incluído. Pernoite no mesmo hotel em Kasane.
  • 22/06: deslocamento para Victoria Falls e voo para Nairobi, com conexão em Joanesburgo.
  • 23/06: viagem pela manhã até o Masai Mara, com parada em Narok e chegada prevista às 17h. Pernoite em lodge no parque.
  • 24/06: saída cedo para o passeio de balão, opcional e não incluso, com café da manhã no meio da savana. Em seguida, safári no Masai Mara, incluído. À tarde, visita à aldeia da tribo Masai.
  • 25/06: dia de safári no Masai Mara. Um terceiro safári, pela manhã ou à tarde, é opcional e não incluso.

O roteiro não diz se o safári do Chobe é por terra ou de barco. No Masai Mara, o grupo fica no Keekorok Lodge ou no Simba Lodge, ou similar, com as três refeições incluídas durante a estadia. As taxas de ingresso e permanência nos parques ficam de fora do pacote e aparecem na lista do que não está incluído, na página da viagem.

Antes dos safáris, o grupo passa pela Cidade do Cabo e pelas Cataratas Victoria, e um Tour Condutor que fala português e inglês vai junto do embarque no Brasil até a volta. O dia a dia completo está na página da viagem África 2027. Empresas e cooperativas podem pedir esse roteiro como grupo exclusivo.

A foto abaixo é do grupo da Leão que fez a viagem África do Sul, Zimbábue, Zâmbia e Quênia, em maio e junho de 2026.

Grupo da Leão Viagens no saguão de um aeroporto, com as malas em capas amarelas da Leão marcadas com o nome de cada viajante.
África do Sul, Zimbábue, Zâmbia e Quênia, maio e junho de 2026

Fale com a Leão

O WhatsApp abre com uma mensagem que já diz qual é a viagem: África 2027. Atendemos de segunda a sexta, das 9h às 18h.