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Grande Muralha da China: trechos perto de Pequim e dicas de visita

Como a Grande Muralha foi construída, quais trechos ficam perto de Pequim, que sapato usar no sobe e desce e o dia dela na viagem O Melhor da China 2027.

A Grande Muralha da China serpenteando pela crista de um morro de árvores em tons de laranja e vermelho, com montanhas ao fundo.

A Grande Muralha da China é um conjunto de muralhas, torres de vigia e fortes que várias dinastias ergueram e refizeram na fronteira norte do país, ao longo de mais de 2 mil anos. O levantamento oficial chinês, concluído em 2012, somou os trechos de todas as épocas e chegou a 21.196 km.

Quase tudo o que o visitante vê perto de Pequim é da dinastia Ming, que governou de 1368 a 1644 e reconstruiu a muralha em tijolo e pedra. São trechos restaurados, a 70 ou 80 km da cidade, cheios de degraus e torres e com vista para os morros em volta.

O que é a Grande Muralha

A muralha era um sistema de defesa contra os povos nômades das estepes do norte, como os xiongnu e, séculos depois, os mongóis. O muro era só uma parte. Havia torres de vigia, passagens fortificadas, quartéis e torres de sinalização, que passavam alertas com fumaça de dia e fogo à noite. A fronteira murada também servia para controlar quem e o que passava por ela. A Unesco inscreveu a muralha como Patrimônio Mundial em 1987.

Ao contrário do que se costuma dizer, ela não pode ser vista da Lua a olho nu. É comprida, mas estreita demais para isso.

Uma história de mais de 2 mil anos

Os primeiros muros foram erguidos por reinos rivais, séculos antes de Cristo, para se proteger uns dos outros e dos nômades. Em 221 a.C., Qin Shi Huang unificou a China e mandou ligar e estender esses muros. É o mesmo imperador dos Guerreiros de Terracota, em Xian. Mais tarde, a dinastia Han levou a muralha para o oeste, pelo Corredor de Hexi, na atual província de Gansu, para proteger a Rota da Seda.

Depois de tirar os mongóis do poder, a dinastia Ming passou boa parte do seu governo reforçando a fronteira norte, desta vez com tijolo e pedra e com torres a intervalos regulares. O trecho Ming vai do mar, a leste de Pequim, até o deserto de Gansu, no oeste.

A Grande Muralha da China subindo um morro coberto de mata até uma torre de vigia.
No fim da primavera, os morros em volta da muralha já estão verdes.

Os trechos perto de Pequim

Badaling

Badaling fica a cerca de 80 km a noroeste do centro. Foi o primeiro trecho aberto ao turismo, em 1957, e é o mais visitado. Está bem restaurado, tem teleférico e já recebeu chefes de Estado como Richard Nixon, em 1972. Por ser o mais conhecido, costuma lotar, sobretudo nos fins de semana e nos feriados chineses.

Mutianyu

Restaurado e cercado de mata, Mutianyu está a uns 70 km a nordeste da cidade. O trecho aberto tem cerca de 2,2 km e 22 torres de vigia. Dá para subir a pé, de teleférico ou de cadeirinha. Para descer, há um tobogã, num trilho de metal que serpenteia morro abaixo.

Juyongguan, Jinshanling e Simatai

Juyongguan é uma passagem fortificada mais perto da cidade, no caminho de Badaling, com subidas íngremes dos dois lados de um vale. Jinshanling e Simatai ficam mais longe, a mais de 100 km, e têm partes menos restauradas e menos movimento. São os preferidos de quem quer caminhar mais. Existem ainda trechos nunca restaurados, que os chineses chamam de muralha selvagem, sem estrutura para visitantes.

Como é a visita

Em cada trecho há bilheteria e, em geral, uma caminhada ou um ônibus interno até a base. De lá, sobe-se a pé ou de teleférico até o alto da muralha. O passeio é andar sobre ela de torre em torre, num sobe e desce que acompanha a crista dos morros. Não há ponto final obrigatório: cada um vai até onde quiser e volta pelo mesmo caminho. No local, uma visita costuma levar de duas a quatro horas.

Dicas para a visita

  • Sapato fechado, com sola que segure. As pedras do piso estão gastas em muitos pontos e escorregam.
  • Os degraus têm alturas diferentes, alguns bem altos, e há rampas muito inclinadas. Suba no seu ritmo e use o corrimão onde houver. Descer cansa mais os joelhos do que subir.
  • No fim de maio e no começo de junho, Pequim já está no início do verão, com dias quentes e secos e sol forte. As chuvas se concentram em julho e agosto.
  • Sobre a muralha quase não há sombra. Leve água, protetor solar e chapéu.
  • Banheiro e lanchonete, em geral, ficam na base, não lá em cima.
  • Ir de manhã ajuda a fugir do calor e de parte do movimento.

A Grande Muralha na viagem O Melhor da China 2027

A viagem em grupo O Melhor da China 2027 vai de 18 de maio a 3 de junho de 2027. Depois das montanhas coloridas de Zhangye, passa três noites em Pequim:

  • 29 de maio: voo pela manhã de Zhangye para Pequim e tempo livre para compras de souvenires.
  • 30 de maio: a Cidade Proibida e a Praça Tiananmen (se estiver aberta).
  • 31 de maio, uma segunda-feira: pela manhã, a Grande Muralha, que o roteiro descreve como obra "com mais de 2.000 anos de história". Pernoite no mesmo hotel.
  • 1º de junho: trem-bala para Xangai.

Os ingressos das atrações mencionadas no roteiro estão incluídos, e um Tour Condutor que fala português acompanha o grupo do embarque no Brasil até a volta. O kit de viagem traz um chapéu, que resolve a falta de sombra lá em cima. A Leão já levou um grupo a Pequim em junho de 2025, numa viagem com Dubai, China e Japão.

Grupo da Leão Viagens no grande pátio da Cidade Proibida, em Pequim, diante de um dos palácios.
Dubai, China e Japão, junho de 2025

Na página de O Melhor da China 2027 estão o dia a dia completo e o que está incluído. Os outros lugares do roteiro, de Hong Kong a Xangai, aparecem em pontos turísticos da China.

O roteiro não diz qual trecho da muralha o grupo visita. Se isso pesa na sua escolha, pergunte à Leão antes de fechar a viagem.

Fale com a Leão

O WhatsApp abre com uma mensagem que já diz qual é a viagem: O Melhor da China 2027. Atendemos de segunda a sexta, das 9h às 18h.