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Montanhas coloridas de Zhangye: o que são e como visitar

As montanhas do Arco-Íris, em Zhangye, na China: de onde vêm as cores, como é a visita pelos mirantes, qual a melhor luz e o dia que a viagem de 2027 passa lá.

As montanhas coloridas de Zhangye, com faixas de vermelho, laranja e amarelo.

As montanhas coloridas de Zhangye são morros listrados de vermelho, laranja, amarelo e tons de verde e roxo, no noroeste da China. Parecem pintados, mas a cor é da própria rocha. São camadas de sedimentos com minerais diferentes, inclinadas pelo movimento das placas tectônicas e expostas pela erosão, numa região seca onde quase nada cresce por cima delas.

Ficam a cerca de 30 km da cidade de Zhangye, na província de Gansu, a mais de 1.300 km de Pequim em linha reta. Zhangye foi parada da Rota da Seda, no Corredor de Hexi, a faixa de oásis entre as montanhas e o deserto que ligava a China à Ásia Central. Hoje a cidade é lembrada pelos morros coloridos, que muita gente conhece de foto pelo apelido de montanhas do Arco-Íris.

O que são as montanhas coloridas

O nome oficial da área é Geoparque Nacional de Zhangye, que desde 2019 também é Geoparque Mundial da Unesco. Os chineses chamam esse tipo de paisagem de danxia, algo como "nuvens vermelhas", nome tirado do Monte Danxia, uma montanha de arenito vermelho no sul do país. Daí os guias falarem em Zhangye Danxia.

O geoparque tem mais de uma área de visita. A mais conhecida, no condado de Linze, é a das colinas listradas, que em chinês se chama Qicai, "sete cores". Em Binggou, outra área, a erosão esculpiu paredões e torres de arenito que lembram mais castelos do que faixas de cor. Quem fala nas montanhas coloridas de Zhangye quase sempre está falando de Qicai.

Como as cores se formaram

Durante milhões de anos, rios e lagos depositaram na região camadas de areia, silte e argila. Cada camada recebeu minerais diferentes e se formou em condições diferentes. Com o tempo, viraram rocha: arenitos e siltitos empilhados como folhas de um livro. O ferro oxidado dá os vermelhos e marrons; outros minerais, os amarelos e os tons esverdeados.

Depois veio o choque entre a placa tectônica da Índia e a da Eurásia, o mesmo que ergueu o Himalaia. Ele empurrou essas camadas para cima e as inclinou, e a pilha horizontal virou uma sequência de faixas diagonais. O vento e a chuva fizeram o resto: gastaram os morros e deixaram as faixas à mostra nas encostas. O clima seco ajuda. Com pouca vegetação, nada cobre a cor.

Como é a visita

Zhangye tem aeroporto e fica na linha de trem-bala que liga Lanzhou a Urumqi. Da cidade ao geoparque, é cerca de meia hora de carro. A visita começa no centro de visitantes, na entrada da área, e dali em diante carros particulares não entram: ônibus internos levam os visitantes de um mirante a outro. Em cada parada, passarelas e escadas sobem até plataformas com vista para os morros. O mirante mais alto pede algumas centenas de degraus, mas quem não quiser subir tem vista boa dos outros.

Andar fora das passarelas é proibido, porque a superfície dos morros é frágil e uma pegada deixa marca. Sem pressa, o percurso pela área principal costuma levar de duas a três horas.

O sol é forte, venta bastante e há pouca sombra no caminho. Vale levar:

  • chapéu, protetor solar e óculos escuros;
  • água, porque os mirantes são abertos e secos;
  • um agasalho leve, já que, no fim de maio, as manhãs na região são frescas e as tardes, quentes;
  • sapato fechado e confortável para as escadas.

A melhor luz

A cor das faixas muda com o sol. Com a luz baixa, no começo da manhã e no fim da tarde, os vermelhos e laranjas ficam mais fortes e as sombras dão relevo aos morros. Ao meio-dia, com o sol a pino, a paisagem sai mais chapada nas fotos. Uma chuva fraca também ajuda: com a rocha úmida, as cores aparecem mais vivas.

O pôr do sol é o horário mais disputado pelos fotógrafos. Fora dele, nuvens finas suavizam a luz e funcionam bem para fotos de detalhe, e dos mirantes mais altos a vista rende mesmo numa hora menos favorável.

O dia em Zhangye na viagem O Melhor da China 2027

A viagem em grupo O Melhor da China 2027 vai de 18 de maio a 3 de junho de 2027 e passa por Dubai, Hong Kong, Guilin, Zhangjiajie, Xian, Zhangye, Pequim e Xangai. No roteiro, Zhangye vem entre Xian e Pequim:

  • 27 de maio: pela manhã, os Guerreiros de Terracota e a Torre Pagoda, em Xian; à tarde, um breve tour panorâmico pela cidade e o voo para Zhangye, com pernoite lá.
  • 28 de maio: pela manhã, "tempo suficiente para desfrutar da rara beleza das montanhas coloridas", nas palavras do roteiro, e retorno ao final da tarde. Pernoite no mesmo hotel.
  • 29 de maio: voo pela manhã para Pequim.
Os fossos dos Guerreiros de Terracota, em Xian, com fileiras de estátuas de soldados vistas do alto.
Os Guerreiros de Terracota, em Xian, visitados na manhã do voo para Zhangye.

A viagem cobre os voos internos na China e os ingressos das atrações mencionadas no roteiro. O dia a dia completo, com o que está e o que não está incluído, fica na página de O Melhor da China 2027, e as outras saídas do ano estão em para onde viajar em 2027.

Um Tour Condutor que fala português acompanha o grupo do embarque no Brasil até a volta; o texto sobre viagem em grupo com Tour Condutor mostra como é esse acompanhamento. A Leão já levou um grupo à China em junho de 2025, numa viagem com Dubai e Japão.

Do kit de viagem, o que mais serve em Zhangye é o chapéu: no caminho entre os mirantes, a sombra é pouca.

Fale com a Leão

O WhatsApp abre com uma mensagem que já diz qual é a viagem: O Melhor da China 2027. Atendemos de segunda a sexta, das 9h às 18h.